O ManausFC realizou, nesta terça-feira (24), uma coletiva de imprensa no Da Vinci Hotel & Convenções, espaço que integra a lista de patrocinadores do clube, para apresentar mudanças em sua estrutura no futebol. O encontro marcou a oficialização de Leonardo Silvério como novo diretor executivo, além da chegada do técnico Dico Woolley e do auxiliar Felipe Lins.
Durante a entrevista, os profissionais responderam aos questionamentos da imprensa e detalharam os primeiros passos do planejamento esportivo. A movimentação faz parte da preparação do clube para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro Série D de 2026, competição que passa a ser o foco central do departamento de futebol.
Ao abordar o novo momento na carreira, Leonardo Silvério destacou o desafio de atuar em uma nova região e reforçou a meta de construir um trabalho duradouro no Gavião Real e no estado.
“É um desafio novo na minha carreira. A gente já conseguiu um bom trabalho em São Paulo, um bom trabalho em Minas. Agora em outra região, outro estado. A gente fica muito feliz de ter recebido o convite. Eu vim porque quero fazer história, quero deixar meu nome marcado na história do Manaus, deixar o meu nome no estado. Vim com esse propósito e vou conseguir meus objetivos aqui que é dar o acesso a torcida do Manaus e deixar um legado bem grande dentro do clube e do estado.”
Em relação ao mercado, o executivo explicou que o clube já iniciou conversas para reforçar o elenco dentro das condições financeiras e do perfil estabelecido pela comissão técnica.
“Estamos buscando (reforços). A gente tem conversado bastante (comissão e diretoria). Temos vistos alguns nomes, alguns passam no orçamento, outros estão perto e assim vamos conversando, negociando, para trazer esses atletas que se encaixam no perfil que o Dico gosta de trabalhar, no perfil do Manaus e no perfil que a divisão nos apresenta”, complementou o diretor executivo.
Já o treinador Dico Woolley detalhou o diagnóstico inicial do grupo e indicou as posições consideradas prioritárias para a sequência da montagem do elenco.
“O elenco carece de reforços e estamos buscando. No nosso planejamento são dois extremos, um 9 e um 10 e esses jogadores já estão sendo contatados em cima do conhecimento que eu tenho, em cima do conhecimento do Leonardo também. Vamos trazer dois volantes, um já chegou que é o João, jogador que vem do Azulis com boa experiência. Vamos trazer mais um volante, um camisa 5. Já trouxemos um zagueiro Flávio que estava no ASA comigo. Um jogador que me agradou demais quando esteve lá, um jogador rápido com uma boa saída, uma boa bola aérea. Então, inicialmente é isso, um zagueiro, dois volantes, um 10, dois extremos e um 9. Essas são as contratações que vamos fazer. Alguns já chegaram, outros estão chegando nessa semana e algumas estão por vir que estamos em processo final de negociação.”
O técnico também comentou sobre o objetivo esportivo da temporada e a estratégia para competir com equipes de maior investimento dentro da Série D.
“Junto com o elenco forte que nós temos, mais uns 14, 15 jogadores nós fechamos em torno de 24, 25 jogadores de linha que eu acredito ser o ideal. Com a chegada desses jogadores e com a força que já temos aqui, nós realmente estamos com um elenco muito forte dentro da nossa realidade, mas com um elenco muito forte para brigar por esse acesso. Sabemos que nem todas as equipes que têm o maior orçamento conseguem subir. Você com um grande trabalho, uma equipe competitiva, uma metodologia de trabalho, uma diretoria organizada, a gente consegue minimizar essa diferença na folha salarial, fazer um grande trabalho e conseguir o acesso.”
Outro ponto abordado foi a utilização de atletas formados na base. Dico Woolley ressaltou as diferenças estruturais em relação a clubes de maior investimento e defendeu a necessidade de dar minutos aos jovens no ambiente profissional.
“Nenhuma categoria de base garante que o jogador conseguirá chegar no profissional e vai ser titular. Isso depende muito dele. Quando eu assumi o Manaus eu vi que tinha alguns jogadores, foi passado que tem alguns jogadores da base interessantes, mas como nós sabemos são jogadores que ainda não tem uma rodagem. Vou dar um exemplo, uma equipe que está na Série B, Série A e joga a Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro. São equipes que têm a capacidade de investir de levar seus jogadores para o exterior para Real Madrid, Barcelona. Daí quando esses jogadores chegam no profissional, eles estão prontos. Diferente da nossa realidade aqui”, pontuou.
“Nós não temos a capacidade hoje de ter um investimento muito alto na base, fazer com que os jogadores do Manaus disputem uma Copa do Brasil de maneira agressiva, que dispute mais amistosos, que vá para uma Copinha, enfim. Que tenha uma quantidade de jogos maior, uma minutagem para que quando esses jogadores cheguem no profissional já estejam prontos. Como nós fazer isso? Quando ele chega agora nós vamos desenvolver através de muito trabalho”, concluiu o professor.
A coletiva marca o início de um novo ciclo no Gavião Real, com foco na organização interna, na montagem do elenco e na preparação para a Série D. Contamos com o apoio da nossa torcida para conquistarmos o nosso objetivo: jogarmos a Série C do Brasileiro em 2027!
